No interior do Norte

Desculpem.... mas este blog é apenas para pessoas inteligentes! Se não é o seu caso, peço lhe suavemente que se retire. Desculpe o incómodo!

quinta-feira, dezembro 29

Cartão Natal


Disse Natal
Quando havia senão
A fome da maravilha
Á ilharga do coração
Saciada pelos olhos

Mas isso, foi no tempo
Da saudade e do musgo.
E eu acreditava.

Fez-se então encolhido o Natal
Minguado... No tremor frio
das palavras fáceis...
Presépio farto, cartonado,   
Menino só , ancorado ,
de gourmet consumido
entre fitas e papel rasgado

E eu já não sei como dizer-te,
sem milagres  nem presentes ,
que dentro de mim o Natal
ainda é criança, é espanto
é concha ,é semente ....
São dois braços escancarados
Que procuram toda a gente .


Paulo Santos
Natal de 2016

quinta-feira, outubro 6

Viagens...


Regresso...Lento.
Cansei-me da doce tentação do imediato. Voltei a casa. Não por saudade...apenas egoísmo!
Abro a janela para que a diurna luz outonal sossegue a alma. Estendo-me ao comprido no velho escano de madeira...E por aqui fico a admirar a velha alvenaria, a lareira que hei-de acender ...
O retiro continua pleno. à minha espera!
Cheguei. Talvez ainda me encontre!

sábado, agosto 30

Segredos...

sexta-feira, maio 11

HORIZONTES

 

 

Proíbam as palavras!

Façam delas exemplo precito…

E se alguma dita for…que se não discirna…

De inaudivel ou de surdez auto-imposta.

 

Proíbam as palavras.....

Nesta azáfama de faz de conta

de dias corridos, já sem gestos

As palavras ofendem.

 

E fiquemos no imperturbável silencio.

Nesta colmeia sinistra de indiferença.

Palavras, que nada dizem,

prometem apenas  cidades nuas

sexta-feira, novembro 4

Expiação



foto gentilmente cedida por Diana Sofia 
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Quase que cruzamos o olhar depois….muito depois…
Antes, dantes….
A noite beijava o chão (e cúmplice ..) nos impelia ao desejo.
Mas cansados do que fosse apontamos a íris ao infinito
E nisso,  não vimos ( ou não quisemos ver…)  que o escuro que ia cobrindo o morro era apenas para nos envolver…..
E atropelamos caminhos desiguais.

Imaginei te  ( e tive-te….) despida madrugada fora
No calor das minhas mãos….
A tocarmos carícias suaves e beijos molhados de saliva e calor…
Ao sabor de todos os momentos….

Mas isso foi no tempo das gárgulas escuras que te atormentavam e me enlevaram até ti
Quando desci á serra para te abraçar
No tempo das quimeras que inventei para te serenar …
No tempo em que todas as arvores da floresta eram meu íntimo refugio
E delas fazia papiros….
No tempo de todo o tempo

Depois do tempo..veio apenas geometria
Até para o amor
Não eras tu….
E eu não sou assim

Só me moldo á capacidade do meu sonho
E á driade em que vivo

deixei de ser teu anjo negro
Saí de teu corpo
Boa noite


.....................
sugestão musical - Alfie
sugestão cinéfila -  I want your love - transvision vamp

terça-feira, agosto 9

FLUIDOS



No éter, as coisas mais bruscas refinam –se.

Até o pedregulho mais soturno se ergue

Para além do tangível…

Não me presumas mal se ainda te alcanço

Se te não esqueço… se te cuido

Todas as pedras que me deste foram cravos .

E nelas me deito




sexta-feira, julho 23

Teia de tempo



Aos poucos , enquanto arejo de luz este espaço... vou-me perguntando pelos demais.... Por vezes nem me apercebo o quanto me retirei......
Foi o que foi....

De volta ao labor.....
Apetece-me renovar completamente o espaço. Rebocar de branco as paredes... compor o reposteiro.... reparar de vez a torneira da banca ....
Transformar o espaço em turismo rural..... e solto um sorriso.....
Este velho casebre é o que é. E eu gosto dele assim.
Continuará sempre a ser aquilo que veramente sou. A casa mais bela que um dia projectei. E por mais rústica.... por mais pobre nos materiais da fachada..... terá sempre uma pedra de lareira acesa!
Para me aquecer e iluminar o coração.

...



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